<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594</id><updated>2011-06-07T23:32:05.143-07:00</updated><title type='text'>Nós e as palavras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-7245500150698152806</id><published>2007-04-03T12:22:00.000-07:00</published><updated>2007-04-03T12:24:01.494-07:00</updated><title type='text'>numa noite</title><content type='html'>Numa lúgubre noite&lt;br /&gt;Em que o bêbedo saiu à rua&lt;br /&gt;E a criança sozinha ficou em casa.&lt;br /&gt;Gritos mudos chegam-me aos ouvidos,&lt;br /&gt;E dou por mim a perscrutar aquilo que mais ninguém consegue.&lt;br /&gt;Inocente, e ingénua,&lt;br /&gt;Julgo-me uma grande defensora dos oprimidos,&lt;br /&gt;Ao lado dos mais rebeldes,&lt;br /&gt;A par com os génios ilustres,&lt;br /&gt;A quem todos fazem vénia.&lt;br /&gt;Que toda a gente cita de vez em quando.&lt;br /&gt;Alegria e êxtase por ver o que mais ninguém é capaz!&lt;br /&gt;Incomensurável felicidade, atingi o patamar dos deuses.&lt;br /&gt;E atinjo igualmente a ironia para com a minha própria pessoa.&lt;br /&gt;Senhores, (e senhoras).&lt;br /&gt;Mais uma noite que passo sem dormir,&lt;br /&gt;E que humildemente dedico à simples e complexa escrita.&lt;br /&gt;Numa adoração constante e numa pretensão&lt;br /&gt;Por chegar a sítios que antes de mim muitos atingiram.&lt;br /&gt;Aos meus joviais e presunçosos dezanove,&lt;br /&gt;Que pouco vi, que pouco andei,&lt;br /&gt;Mas que tudo pensei.&lt;br /&gt;E que, cá por dentro,&lt;br /&gt;Por tudo viajei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vir o nascer do sol, quero guardá-lo comigo.&lt;br /&gt;E vezes sem conta, ao longo do dia, vislumbrar um novo começo,&lt;br /&gt;Para quem ainda mal começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de madrugada,&lt;br /&gt;Em que o pai chega a casa,&lt;br /&gt;Bate nos filhos,&lt;br /&gt;Contemplo de um vislumbre os meus irmãos.&lt;br /&gt;A pequena adormecida no seu ninho.&lt;br /&gt;E sinto a sorte que tenho,&lt;br /&gt;Por pequena que às vezes gosto de me sentir,&lt;br /&gt;Apaparicada, amada, adorada.&lt;br /&gt;E abraço-os, com vontade de sentir os coraçõezinhos deles bater,&lt;br /&gt;De pequenos que são,&lt;br /&gt;De amados que são,&lt;br /&gt;De belos que são,&lt;br /&gt;Por serem quem são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentido a sorte de quem tem tudo.&lt;br /&gt;De quem não tem nada.&lt;br /&gt;Almejo a vontade de olhar em volta&lt;br /&gt;E me sentir olhada.&lt;br /&gt;Querida por quem quero bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciosa por ser quem sou,&lt;br /&gt;Aos olhos de quem quero ser.&lt;br /&gt;Quantos o podem dizer?&lt;br /&gt;E então eis que ouço um grito que toda a gente ouve.&lt;br /&gt;Corro para a janela, a minha mãe inquire&lt;br /&gt;Silêncio, peço, que quero ouvir!&lt;br /&gt;Não é nada,&lt;br /&gt;Alguém apenas se assustou.&lt;br /&gt;E na rua, toda a gente veio espreitar.&lt;br /&gt;Na pressa que têm em sofrer pelos outros.&lt;br /&gt;Num acto redundante, levam as mãos à boca,&lt;br /&gt;Comentam a vida dos outros,&lt;br /&gt;Sem querer que a sua seja comentada.&lt;br /&gt;Ou talvez queiram.&lt;br /&gt;Povo que à janela fica,&lt;br /&gt;À espera que as coisas aconteçam,&lt;br /&gt;Não sofrem já o suficiente.&lt;br /&gt;Não têm dor para carpir.&lt;br /&gt;Precisam da dor dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis, que na espera vã de um deus que nunca viram,&lt;br /&gt;Todos se despedem&lt;br /&gt;“Até amanhã, se Deus quiser”&lt;br /&gt;Entregam a vontade a quem nem sequer sabem se existe.&lt;br /&gt;Mas consola-os fazê-lo.&lt;br /&gt;Despirem-se de responsabilidades.&lt;br /&gt;Conscientes que, se algo corre mal, a culpa será sempre&lt;br /&gt;De quem nunca está presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito eu, gritam todos,&lt;br /&gt;E num ciclo vicioso de entrega de responsabilidades,&lt;br /&gt;Ninguém quer ser responsabilizado.&lt;br /&gt;Ninguém quer ser apontado.&lt;br /&gt;Toda a gente tem razão,&lt;br /&gt;E sem a ter, ninguém não a tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olhando por uma história que ninguém sabe contar&lt;br /&gt;Mas da qual toda a gente sabe falar.&lt;br /&gt;Eis que todos falam,&lt;br /&gt;Mas ninguém diz nada.&lt;br /&gt;Eis que todos são pensadores,&lt;br /&gt;Mas nenhum realmente pensa.&lt;br /&gt;Eis que todos são contadores de histórias,&lt;br /&gt;Mas ninguém realmente as sabe narrar.&lt;br /&gt;Eis que todos amam&lt;br /&gt;Mas ninguém sabe amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego na minha pequena ao colo,&lt;br /&gt;Acordou,&lt;br /&gt;E olhou para mim,&lt;br /&gt;Sorriu, e abriu para mim os seus pequenos braços&lt;br /&gt;Sinto a felicidade e a inocência dela preencher-me.&lt;br /&gt;Completa-me, a sua infância,&lt;br /&gt;Vivo através dela,&lt;br /&gt;Querendo tê-la comigo,&lt;br /&gt;Senti-la por perto.&lt;br /&gt;Vê-la crescer,&lt;br /&gt;Correr,&lt;br /&gt;Amar, perder-se!&lt;br /&gt;Devolver as mágoas que lhe causarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostro-lhe as estrelas,&lt;br /&gt;Num encontro entre o céu e a terra&lt;br /&gt;Que está para além da sua compreensão.&lt;br /&gt;Mas que a quero ver entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endiabrada, nos primeiros passos,&lt;br /&gt;Rasga um livro do nosso irmão.&lt;br /&gt;A mãe ralha-lhe, e ela chora.&lt;br /&gt;E de imediato, como irmã de vintes que sou,&lt;br /&gt;Pego nela, e levo-a para a minha beira.&lt;br /&gt;Conto-lhe uma história.&lt;br /&gt;Que sei que ela não vai entender.&lt;br /&gt;Mas que mais tarde há-de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Liberdade efémera, prisioneira das suas próprias asas.&lt;br /&gt;Não compreende voar…&lt;br /&gt;Prisioneiro sem correntes,&lt;br /&gt;Não se consegue entender assim…&lt;br /&gt;Não sabe viver.&lt;br /&gt;Tiraram-lhe tudo!&lt;br /&gt;Deram-lhe tudo!&lt;br /&gt;Ignóbeis…&lt;br /&gt;Cruéis…&lt;br /&gt;Desalmados!&lt;br /&gt;Esses humanos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias,&lt;br /&gt;Arranhava as paredes da sua jaula.&lt;br /&gt;Querendo sair.&lt;br /&gt;Respirar um ar menos viciado.&lt;br /&gt;Os seus dedos sangravam aspirando tanta liberdade!&lt;br /&gt;E agora, não tem porque esgravatar.&lt;br /&gt;E as suas mãos estão viciadas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordia,&lt;br /&gt;Insaciavelmente as grades da sua jaula.&lt;br /&gt;Procurando um modo de escapar!&lt;br /&gt;Os seus dentes lascados, estragados.&lt;br /&gt;Por um raio de sol menos restrito!&lt;br /&gt;E agora, que vai roer?&lt;br /&gt;Não consegue remendar as suas gengivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, compreende o mal maior que foi garantirem-lhe esse ar,&lt;br /&gt;Esse sol!&lt;br /&gt;Passara de humano a uma simples toupeira.&lt;br /&gt;E agora, nem humano, nem toupeira o permitiam ser.&lt;br /&gt;Era um simples nada…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para mim, e ri.&lt;br /&gt;Não compreende as minhas palavras, mas acha-lhes piada.&lt;br /&gt;Escrevo para que mais tarde ela possa ler.&lt;br /&gt;Para que mais tarde compreenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre mim os anos passam, &lt;br /&gt;Sobre os meus irmãos, vão passando.&lt;br /&gt;E olho para eles, entendendo o que perdi.&lt;br /&gt;Rindo sobre o que não vivi.&lt;br /&gt;Olhando para trás, lamentando o que recusei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe chama por mim.&lt;br /&gt;Pouco se mexe, a pequena não lhe deixa…&lt;br /&gt;Olho para ela, com a sua barriga inchada.&lt;br /&gt;E anseio pelo nascimento.&lt;br /&gt;Antevejo os próximos anos.&lt;br /&gt;E desejo-os estupidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a poetisa ri-se das suas obras mais antigas,&lt;br /&gt;As quais guarda religiosamente no fundo da gaveta.&lt;br /&gt;Mostra-as aos filhos,&lt;br /&gt;Desculpando a inépcia da escrita com a adolescência.&lt;br /&gt;Escreveu grandes coisas,&lt;br /&gt;Mas muitas, foi cobarde para as levar mais longe,&lt;br /&gt;Temendo as infames palavras dos outros.&lt;br /&gt;Que a maioria lança comentários sobre as nossas obras,&lt;br /&gt;Sem saber o mal que nos faz.&lt;br /&gt;Agora, mais velha, lamenta as páginas que queimou,&lt;br /&gt;Em lapsos de enormidade que não foi capaz de medir,&lt;br /&gt;Em excessos de uísques, garrafas despejadas pela goela,&lt;br /&gt;Sem realmente existir uma necessidade.&lt;br /&gt;Alegre, e preenchida, dos filhos que tem,&lt;br /&gt;Encolhe os ombros, e contenta-se com a vida que leva,&lt;br /&gt;Querendo no fundo,&lt;br /&gt;O que de melhor perdeu.&lt;br /&gt;Amando o que tem,&lt;br /&gt;Mas sabendo que amaria igualmente o que mais tivesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o actor preenchendo papéis&lt;br /&gt;Que mais ninguém quer assumir,&lt;br /&gt;Ri-se de si próprio,&lt;br /&gt;Numa vontade de se querer sentir melhor.&lt;br /&gt;Depois nota a sua imagem envelhecida ao espelho,&lt;br /&gt;E pergunta porque não pode voltar atrás,&lt;br /&gt;E escolher melhor quem realmente queria ser,&lt;br /&gt;Não apanhar apenas os restos&lt;br /&gt;Que mais ninguém quer recolher.&lt;br /&gt;Numa tentativa frustrante de se superar,&lt;br /&gt;E querer inovar.&lt;br /&gt;O facto é que buscou a diferença, por vezes injustificável,&lt;br /&gt;Num rol de pequenos papéis na sua vida.&lt;br /&gt;Não querendo ser maior.&lt;br /&gt;Querendo ser apenas medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pai,&lt;br /&gt;Que contempla os filhos que tem,&lt;br /&gt;Olha para a mulher que ama,&lt;br /&gt;E repensa a noite em que se comprometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olhando em volta,&lt;br /&gt;Sempre há momentos em que paramos para pensar.&lt;br /&gt;Alturas em que paramos de viver.&lt;br /&gt;Não quer dizer que concorde.&lt;br /&gt;Não acho bem.&lt;br /&gt;Mas neste ciclo, em que somos mais umbiguistas,&lt;br /&gt;Que realmente altruístas,&lt;br /&gt;Todos paramos.&lt;br /&gt;Por pouco que achemos bem. &lt;br /&gt;Tirei hoje o dia para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço o que tenho, mas lamento não ter mais,&lt;br /&gt;Na constante e incessante busca por uma vida que não tenho,&lt;br /&gt;Ou que tenho, mesmo debaixo deste empinado nariz,&lt;br /&gt;Na minha arrogância, ou humildade,&lt;br /&gt;Que tenho, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas incessantes discussões, comigo ou com os outros,&lt;br /&gt;Que tenho, ou que crio.&lt;br /&gt;Que somos todos tão fantásticos,&lt;br /&gt;Tão criativos, para nos perdermos na nossa própria criatividade.&lt;br /&gt;Querendo ser melhores,&lt;br /&gt;A maior parte de nós não passa a insuficiência,&lt;br /&gt;Nesta incessante busca da exagerada humildade.&lt;br /&gt;Somos todos bons,&lt;br /&gt;Somos todos vis.&lt;br /&gt;Somos todos os melhores,&lt;br /&gt;Nos nossos fracassos ou não.&lt;br /&gt;E querendo ser os melhores,&lt;br /&gt;Dar o nosso melhor traz sempre satisfação,&lt;br /&gt;A maior parte contenta-se com o que pode,&lt;br /&gt;Nunca querendo fazer mais.&lt;br /&gt;Porque dá trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o marido chega a casa cansado,&lt;br /&gt;E tem o mais pequeno já pendurado em si,&lt;br /&gt;Querendo contar as suas travessuras.&lt;br /&gt;E preso ao seu umbigo,&lt;br /&gt;Dá asas ao seu egotismo,&lt;br /&gt;Quando grita que quer paz e sossego.&lt;br /&gt;Ele grita, a mãe grita, o pequeno chora,&lt;br /&gt;O mais velho bate a porta.&lt;br /&gt;Um carro derrapa, bate.&lt;br /&gt;A mãe grita, corre à porta,&lt;br /&gt;O pai vai atrás.&lt;br /&gt;E ele está bem,&lt;br /&gt;Sentado à soleira da porta.&lt;br /&gt;E os gritos cessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei-me na cama da minha mãe,&lt;br /&gt;Agarrada a ela.&lt;br /&gt;Mimalha, chama-me, mas eu sei que ela gosta de mim assim.&lt;br /&gt;Fosse doutra forma, e não seria eu.&lt;br /&gt;A pequenina, a filhinha, a princesa, a pirolita.&lt;br /&gt;Aquela que tem a sorte de ser quem é,&lt;br /&gt;E o azar de não ser um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui a correr pela rua fora,&lt;br /&gt;Para contar ao mundo todo que a vida me corria bem.&lt;br /&gt;Tropecei, caí, rasguei as calças.&lt;br /&gt;Voltei para casa, para trocar de roupa.&lt;br /&gt;Saio novamente de casa a mancar.&lt;br /&gt;E desta vez vou com cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando caímos,&lt;br /&gt;É porque andamos feitos estouvados por aí fora.&lt;br /&gt;Querendo cantar aos quatro ventos de que material somos feitos.&lt;br /&gt;Achamos que somos do aço mais forte.&lt;br /&gt;E, quando nos acontece algo, partimo-nos.&lt;br /&gt;Éramos feitos de cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantei com o vento as minhas vitórias.&lt;br /&gt;Fiquei sem voz,&lt;br /&gt;Ele levou-ma, não a querendo devolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mãos dadas com quem nos odeia.&lt;br /&gt;Pela rua, passeando, cirandando, numa roda-viva,&lt;br /&gt;Querendo tudo, não vendo nada,&lt;br /&gt;Comprando tudo com os olhos,&lt;br /&gt;Numa necessidade de alimentar a carteira dos outros,&lt;br /&gt;Para aumentar o nosso bem-estar.&lt;br /&gt;E ali mesmo ao fundo da rua,&lt;br /&gt;Um homem estende a mão pedindo o mais básico dos bens,&lt;br /&gt;Que ninguém tem vontade de lhe dar.&lt;br /&gt;Paro à sua frente,&lt;br /&gt;Interrogando a minha consciência,&lt;br /&gt;E inquirindo a minha razão.&lt;br /&gt;Que devo pensar do que tenho?&lt;br /&gt;Mais à frente, uma mãe traz a sua criança no colo,&lt;br /&gt;Pedindo pelo pequeno,&lt;br /&gt;E o meu pensamento volta-se para quem está em casa.&lt;br /&gt;Baixo o olhar e sigo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos dermos a quem não tem,&lt;br /&gt;Alimentamos vícios,&lt;br /&gt;Na tentativa infrutífera de salvar os outros,&lt;br /&gt;Eis que lhes fazemos pior.&lt;br /&gt;Querendo ser abnegados,&lt;br /&gt;Somos criminosos,&lt;br /&gt;Cooperando com a indolência dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou por mim a pensar no meu futuro.&lt;br /&gt;Naquilo por que luto,&lt;br /&gt;E quantos de nós lutarão pelas causas certas,&lt;br /&gt;Mas quem julga,&lt;br /&gt;Que poder tem para o fazer?&lt;br /&gt;Como se sabe porque lutar?&lt;br /&gt;Quantas causas perdidas existirão neste mundo,&lt;br /&gt;Causas porque quero lutar.&lt;br /&gt;Que na busca incessante do ego,&lt;br /&gt;Toda a criança busca a aparente diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na brincadeira com os meus,&lt;br /&gt;Rio, saltito, brinco e faço rir,&lt;br /&gt;Com exclamações internas do gosto&lt;br /&gt;Que a maior parte das pessoas nem sonha que me dá.&lt;br /&gt;O sentimento mais belo é o desconhecido,&lt;br /&gt;Aquele que todos buscam sem saber que procuram,&lt;br /&gt;Que todos almejam, numa tentativa de saber o que realmente querem,&lt;br /&gt;Que todos secretamente guardam religiosamente para si,&lt;br /&gt;Querendo mostrar sem que ninguém veja,&lt;br /&gt;Ninguém ouça.&lt;br /&gt;Ninguém note.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num parto diário,&lt;br /&gt;Sofremos a renovação constante,&lt;br /&gt;A sensação de nascer todos os dias,&lt;br /&gt;Chorar de manhã pela vontade que não temos de sair dos lençóis,&lt;br /&gt;Abrir os olhos para o dia que está à nossa frente,&lt;br /&gt;Crescemos em sentimentos, e eis que ao fim da tarde atingimos o máximo,&lt;br /&gt;Decrescemos, numa vontade de retomar um descanso,&lt;br /&gt;Preparando uma ressurreição daí a oito horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual Fénix, todas as manhãs, invariavelmente um novo começo,&lt;br /&gt;Que não sabemos parar.&lt;br /&gt;Que temos medo que pare.&lt;br /&gt;Que queremos que seja eterno.&lt;br /&gt;E eterno será na efemeridade da vida,&lt;br /&gt;E receamos o mal,&lt;br /&gt;Receamos a pobreza.&lt;br /&gt;Mas o que é certo?&lt;br /&gt;Pouco ou nada fizemos para o alterar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E consolados com o que temos,&lt;br /&gt;Eis que não buscamos os nossos tesouros,&lt;br /&gt;Não sabemos procurar.&lt;br /&gt;Não somos salteadores,&lt;br /&gt;De uma arca, que está mais que perdida,&lt;br /&gt;Em sonhos que nós nem sabemos que existiram,&lt;br /&gt;Que ignoramos,&lt;br /&gt;Por acharmos que foram apelos desesperados&lt;br /&gt;Na tal idade que ninguém entende,&lt;br /&gt;E da qual toda a gente é entendida.&lt;br /&gt;Numa vida, da qual todos somos experimentados,&lt;br /&gt;Mas ninguém sabe nada.&lt;br /&gt;Sorrimos, carpimos, quem sabe se pelos motivos certos,&lt;br /&gt;Sendo juízes das nossas próprias causas,&lt;br /&gt;E advogando aquelas teorias que ninguém quer pensar.&lt;br /&gt;E eis que todos sabemos tudo.&lt;br /&gt;Só cá anda quem cá se safa,&lt;br /&gt;Nesta existência plena,&lt;br /&gt;Por pequenas e ínfimas partes deste macrocosmos que somos,&lt;br /&gt;Que todos mais nos julgamos,&lt;br /&gt;Que somos quanto quisermos ser,&lt;br /&gt;Se não nos prendermos ao que tememos.&lt;br /&gt;Impossível é quando o sonho o determinar,&lt;br /&gt;E voar é só abrir estas asas feitas do ar que está em volta.&lt;br /&gt;De todos os dogmas que possamos assumir,&lt;br /&gt;Os mais correctos estão nos limites da nossa existência,&lt;br /&gt;Limites que insistimos em criar.&lt;br /&gt;Limites que não queremos estabelecer,&lt;br /&gt;Mas, empacotados nos cânones dos outros,&lt;br /&gt;Sentimo-nos na obrigação de executar.&lt;br /&gt;Como um simples passo de dança,&lt;br /&gt;Minuciosamente coreografado,&lt;br /&gt;Para que nada corra mal.&lt;br /&gt;Tão profissionais nos julgamos,&lt;br /&gt;E mal pisamos este nosso palco,&lt;br /&gt;Perante a nossa audiência,&lt;br /&gt;Parece que tudo quanto há de mal nos acontece.&lt;br /&gt;Na urgência desta vontade de vingar na vida,&lt;br /&gt;Na sede de vitória fácil que a maioria almeja,&lt;br /&gt;Um simples erro destrói-lhes o sonho,&lt;br /&gt;E qualquer coragem de um esforço maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E colho uma flor,&lt;br /&gt;Uma simples e pequena rosa,&lt;br /&gt;Que coloco na cabeceira da minha mãe,&lt;br /&gt;Da minha irmã por vir ao mundo,&lt;br /&gt;Nesta noite em que já mais de meio mundo dorme,&lt;br /&gt;E eu desço e subo escadas,&lt;br /&gt;Passeio de um lado para o outro,&lt;br /&gt;Com sentimentos de frenética que não sou bem capaz de explicar,&lt;br /&gt;Desejo executar voos nunca antes pensados.&lt;br /&gt;E cansada deste dia já muito longo,&lt;br /&gt;Embrulho-me nos meus lençóis.&lt;br /&gt;E lá fora no frio de uma noite invernal,&lt;br /&gt;Eis que alguém parte uma garrafa,&lt;br /&gt;Pragueja um pouco, abre uma porta,&lt;br /&gt;Fecha-a de seguida.&lt;br /&gt;E na rua faz-se o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pela minha irmã a caminho, pelos que já cá estão, e pelos que hão-de vir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Janeiro de 2005&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-7245500150698152806?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/7245500150698152806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=7245500150698152806' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/7245500150698152806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/7245500150698152806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2007/04/numa-noite.html' title='numa noite'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-116354870172020569</id><published>2006-11-14T15:55:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T15:58:21.730-08:00</updated><title type='text'>Quem somos? Um grão de areia no sapato?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Vento de rompante, no meu pensamento, rouba o meu amor, o meu único elemento. Destrói amigos, que lá tinha conservado, viola pensamentos, sórdidos e famintos. Explora o meu ser até não restar nada, parte-se o meu coração, como se fosse de lata”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/977/400/pescartaz2.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estreia da reposição marcada para esta sexta, dia 17, o projecto Sentidos convida-o a entrar numa visão metaforizada da nossa realidade, na vida de 5 personagens, com paranóias, traumas, ou se calhar, pura e simplesmente normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha ver por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia &lt;span style="font-size:130%;"&gt;17&lt;/span&gt; (de Novembro), na &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Junta&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Freguesia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Massarelos&lt;/span&gt;, no Salão Nobre, pelas &lt;span style="font-size:130%;"&gt;21:30&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia &lt;span style="font-size:130%;"&gt;24&lt;/span&gt;, no &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;do&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lago&lt;/span&gt; em Penafiel, pelas &lt;span style="font-size:130%;"&gt;22:00&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Um texto leve, um pouco vago... como, também, a vida consegue ser.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto de Vera Cunha, com um poema de Tiago Magalhães &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Encenação Vera Cunha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Interpretação: Graziela Sousa, Isabel Pinto Morais, José Stuart Torrie, Miguel Peixoto, Sérgio P &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-116354870172020569?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/116354870172020569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=116354870172020569' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/116354870172020569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/116354870172020569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2006/11/quem-somos-um-gro-de-areia-no-sapato.html' title='Quem somos? Um grão de areia no sapato?'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-114140205585633341</id><published>2006-03-03T07:59:00.000-08:00</published><updated>2006-03-03T08:07:35.876-08:00</updated><title type='text'>Se sonhares...</title><content type='html'>Tu, criança,&lt;br /&gt;pequena criança,&lt;br /&gt;pueril..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brinca, só, por segundos,&lt;br /&gt;Por momentos,&lt;br /&gt;enquanto a noite não chega....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos engole no seu manto de serenidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu adormeces nessa inocência,&lt;br /&gt;tão tua,&lt;br /&gt;tão bela,&lt;br /&gt;tão serena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sê criança.&lt;br /&gt;Enquanto o mundo to permitir,&lt;br /&gt;que quando te exigir mais,&lt;br /&gt;não vai perdoar por menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê pequena,&lt;br /&gt;enquanto os outros deixam...&lt;br /&gt;que quando cresceres,&lt;br /&gt;ser criança outra vez é quase crime,&lt;br /&gt;punível,&lt;br /&gt;por aqueles que não têm prazer em ser pequenos,&lt;br /&gt;e no seu gigantismo se perdem.&lt;br /&gt;se esquecem.&lt;br /&gt;adormecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdem os sentidos.&lt;br /&gt;Escorregam para o fundo do poço,&lt;br /&gt;e nas maravilhas que este mundo tem,&lt;br /&gt;não reparam.&lt;br /&gt;não notam.&lt;br /&gt;não lhes interessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê criança,&lt;br /&gt;enquanto os outros deixam.&lt;br /&gt;e não anseies crescer.&lt;br /&gt;Desfruta a beleza de se ser,&lt;br /&gt;como tu és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela, adorável.&lt;br /&gt;sempre tu.&lt;br /&gt;Criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-114140205585633341?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/114140205585633341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=114140205585633341' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/114140205585633341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/114140205585633341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2006/03/se-sonhares.html' title='Se sonhares...'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-113206919272791241</id><published>2005-11-15T07:30:00.000-08:00</published><updated>2005-11-15T07:39:52.743-08:00</updated><title type='text'>Humanos</title><content type='html'>Exageradas palavras de comentários que nos saem pela boca fora.&lt;br /&gt;Como pedras disparam, sem que nós saibamos quem e como vão atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós somos assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos nossos complexos, somos quase meros parasitas na vida e no sucesso dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo mais, não tendo as nossas vitórias, ou não sabendo dar-lhes valor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta miscelânea de algo indefinido,&lt;br /&gt;cuja composição não foi feita decerto por um mestre,&lt;br /&gt;Que coisas nos passam pela cabeça,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confusa,&lt;br /&gt;obscura,&lt;br /&gt;imprecisa,&lt;br /&gt;imperfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nas nossas incapacidades encontramos a nossas razão e o nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque somos.&lt;br /&gt;Como somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E somos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem demónios, nem deuses,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem animais, nem divindades,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas algo muito ali no meio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas falhas e incorrecções e imprecisões de uma criatura inferior,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais ainda, com uma semelhante capacidade de criar e produzir,&lt;br /&gt;igualável à do maior deus.&lt;br /&gt;Na ansia e poder de conquistar,&lt;br /&gt;de ser, de chegar mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá andamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cá somos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-113206919272791241?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/113206919272791241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=113206919272791241' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113206919272791241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113206919272791241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/11/humanos.html' title='Humanos'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-113046201787769157</id><published>2005-10-27T18:11:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T18:13:37.876-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bem, é que não sabia mm que texto deixar... acho q por birra deixei este (toda a gente o acha disparatado) mas eu sempre achei q tinha tudo a ver cmg. lol&lt;br /&gt;Há sempre dias em que me sinto assim... cheia de vontade de ser pastel de nata...!;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-113046201787769157?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/113046201787769157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=113046201787769157' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113046201787769157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113046201787769157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/10/bem-que-no-sabia-mm-que-texto-deixar.html' title=''/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-113046168851478777</id><published>2005-10-27T18:04:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T18:08:08.526-07:00</updated><title type='text'>Ovos</title><content type='html'>Qualquer coisa de especial é&lt;br /&gt;O que este pastel de nata&lt;br /&gt;Deixa antever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheira a café moído o&lt;br /&gt;Pastel de nata,&lt;br /&gt;Cremoso, torrado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que gosto no gosto&lt;br /&gt;Dele,&lt;br /&gt;A espontaneidade&lt;br /&gt;Vulgar de um pedaço&lt;br /&gt;De açúcar,&lt;br /&gt;Caramelizado&lt;br /&gt;Ao som de uma conversa&lt;br /&gt;Casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser pastel de nata…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar numa das montras&lt;br /&gt;Do quotidiano a&lt;br /&gt;Inspeccionar o mundo&lt;br /&gt;Que passa apressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar no meu&lt;br /&gt;Descanso,&lt;br /&gt;Alheio à atenção dos&lt;br /&gt;Demais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasteis amargos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-113046168851478777?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/113046168851478777/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=113046168851478777' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113046168851478777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113046168851478777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/10/ovos.html' title='Ovos'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-113041989002517171</id><published>2005-10-27T06:25:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T06:31:30.036-07:00</updated><title type='text'>Palavras, precisam-se?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/977/1600/CAAZWD6N.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/977/320/CAAZWD6N.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Grandes pessoas não precisam de palavras a acompanhar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-113041989002517171?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/113041989002517171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=113041989002517171' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113041989002517171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/113041989002517171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/10/palavras-precisam-se.html' title='Palavras, precisam-se?'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-112239599563593255</id><published>2005-07-26T09:34:00.000-07:00</published><updated>2005-07-26T09:39:55.640-07:00</updated><title type='text'>Olá :)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje pediram-me para vir deixar este poema à net, fiquei toda orgulhosa por o terem escolhido:p é muito simples mas sabe bem quando sentimos que alguém lê algo nosso e lhe encontra um significado especial. Então, resolvi partilhar tb aqui... Bjinhos mta Grandes...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por que se deteve o teu olhar aquela noite?&lt;br /&gt;No momento em que o meu sentimento&lt;br /&gt;Exasperava pela tua alma e em que as&lt;br /&gt;Minhas mãos pediam a pele dos teus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegues voltar?&lt;br /&gt;Àquela noite enleada no inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do castanho dos teus olhos e da&lt;br /&gt;Verdade do teu rosto, gosto desses teus&lt;br /&gt;Lábios que sem beijar provei, gosto do&lt;br /&gt;Som da tua voz silenciada a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir-me que fique.    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-112239599563593255?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/112239599563593255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=112239599563593255' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112239599563593255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112239599563593255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/07/ol.html' title='Olá :)'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-112197541065917372</id><published>2005-07-21T12:47:00.000-07:00</published><updated>2005-07-21T12:50:10.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigada pelo exagero do comentário :)&lt;br /&gt;Ainda me custa um pouco pegar nos meus textos, sabes como são as inibições de autora… e depois claro, há sempre aquela recente hipótese de um dia destes ir ao teatro e me deparar com algum texto meu por lá perdido… ufa… ninguém merece! Lol Vai escrevendo que assim também me serve de incentivo a deixar os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo uma citação que desde o primeiro momento que li o livro me ficou na memória… gosto muito e acho que também vais gostar! Bjs grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O autor é o criador de um símbolo heróico: a sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Herberto Helder, in 'Photomaton &amp;amp; Vox'&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-112197541065917372?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/112197541065917372/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=112197541065917372' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112197541065917372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112197541065917372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/07/obrigada-pelo-exagero-do-comentrio.html' title=''/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-112186609615660267</id><published>2005-07-20T06:25:00.000-07:00</published><updated>2005-07-20T06:29:35.393-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Achei que este meu texto tinha a ver com o blog... com a relação entre nós e as palavras. Bjinhos*&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-112186609615660267?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/112186609615660267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=112186609615660267' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112186609615660267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112186609615660267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/07/achei-que-este-meu-texto-tinha-ver-com.html' title=''/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-112186589211259020</id><published>2005-07-20T06:20:00.000-07:00</published><updated>2005-07-20T06:24:52.116-07:00</updated><title type='text'>Calafrio</title><content type='html'>E se as palavras se esgotarem&lt;br /&gt;Entre nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as palavras se esgotarem&lt;br /&gt;Como o tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mundo&lt;br /&gt;Que se esgota&lt;br /&gt;A todo o instante,&lt;br /&gt;Deixando-nos vazios&lt;br /&gt;Como um saco de&lt;br /&gt;Supermercado&lt;br /&gt;Servente do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que farei se um dia&lt;br /&gt;As nossas rimas&lt;br /&gt;Não saírem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os acordes musicais&lt;br /&gt;Do nosso corpo&lt;br /&gt;Transpirarem sem transbordo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dor imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dor imensa seria essa&lt;br /&gt;Ferida profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia, estes meus dedos&lt;br /&gt;Acusassem o cansaço que&lt;br /&gt;Os restantes&lt;br /&gt;Membros, já,&lt;br /&gt;Acusam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o lado escusado do&lt;br /&gt;Meu cérebro deixar&lt;br /&gt;De brotar&lt;br /&gt;As sementes poéticas,&lt;br /&gt;Os risos no&lt;br /&gt;Abecedário embrionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai! Se me faltarem&lt;br /&gt;Um dia&lt;br /&gt;Estas estranhas tempestades,&lt;br /&gt;As bonanças dos nossos&lt;br /&gt;Encontros indefinidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este orgasmo maior não vier e nós…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houver “nós” e&lt;br /&gt;Ficar apenas eu com o papel&lt;br /&gt;De fronte para mim,&lt;br /&gt;Olhando-me&lt;br /&gt;Com o ar acusador de&lt;br /&gt;Quem precisa ser tacteado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se uma outra&lt;br /&gt;Noite&lt;br /&gt;Não conseguir dar-lhe a&lt;br /&gt;Extrema unção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti outros te farão&lt;br /&gt;Mas, e eu…?&lt;br /&gt;O que será desta minha&lt;br /&gt;Felicidade&lt;br /&gt;Alheia a qualquer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde irão os nossos&lt;br /&gt;Silêncios conversadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem serão entregues as&lt;br /&gt;Trocas de olhares&lt;br /&gt;Do pensamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vestirá&lt;br /&gt;As personagens de mais&lt;br /&gt;Um verso, ainda, inexistente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerei nesse dia. E&lt;br /&gt;Morrerão os meus sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerei de tristeza, de&lt;br /&gt;Agonia&lt;br /&gt;Por não te ter nos&lt;br /&gt;Rascunhos da gaveta,&lt;br /&gt;Por não te ler nas memórias&lt;br /&gt;Do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerei de vergonha perante&lt;br /&gt;Ti,&lt;br /&gt;Que tanto me ensinas,&lt;br /&gt;Que tantas lágrimas&lt;br /&gt;Bebes&lt;br /&gt;Da minha face&lt;br /&gt;Como se de uma&lt;br /&gt;Gota tua&lt;br /&gt;Se tratassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morta esperarei que no&lt;br /&gt;Relance&lt;br /&gt;De um acaso inesperado,&lt;br /&gt;Numa brisa leve com&lt;br /&gt;Cheiro a poesia&lt;br /&gt;Me devolvas de novo&lt;br /&gt;À vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À nossa melancolia&lt;br /&gt;Feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-112186589211259020?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/112186589211259020/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=112186589211259020' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112186589211259020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112186589211259020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/07/calafrio.html' title='Calafrio'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15980804420683566508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14311594.post-112083955608125395</id><published>2005-07-08T09:16:00.000-07:00</published><updated>2005-07-08T09:19:16.080-07:00</updated><title type='text'>A expressão</title><content type='html'>Falar... falar é uma capacidade fantástica... comunicar é uma liberdade da qual nunca saberemos prescindir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e cá estamos. neste imediatismo comunicacional que amamos, e adoramos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesta esfera mediática que apressa as nossas palavras... cá estamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14311594-112083955608125395?l=noseaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/feeds/112083955608125395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14311594&amp;postID=112083955608125395' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112083955608125395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14311594/posts/default/112083955608125395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noseaspalavras.blogspot.com/2005/07/expresso.html' title='A expressão'/><author><name>marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13762368016511228764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_FXaTSNdSql0/SXy9I_thXDI/AAAAAAAAAX4/DatH7c1Pz94/S220/Imagem+073.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
